sexta-feira, 25 de abril de 2014

Quando estamos prontos para aumentar a família?


Nunca! Geralmente é assim: conhecemos alguém legal, namoramos, juntamos os trapos, viajamos, encontramos amigos, vamos ao cinema, trabalhamos o quanto for necessário (ou achamos que é o bastante para entregar o melhor resultado), dançamos, lemos, meditamos, malhamos (não necessariamente nesta ordem). Mas a vida a dois costuma ser uma extensão da vida de solteiro, só que com uma companhia constante, uma parceria para viagens, noitadas e dias cinza.

Então pra que mexer numa formula que está funcionando? É a tal da impermanência que nos impulsiona. Só pode!
Comigo foi assim.

Após 8 anos de relacionamento, com empregos estáveis, casa própria quitada, cada um com seu carro, especializações concluídas, experiências internacionais inclusas... Alguma coisa começou a incomodar. E não foi só pressão da sociedade. Afinal, eu adoro uma contradição!

É fato que o casal precisa concordar com a melhor hora para encomendar o herdeiro. Mas vamos combinar que este momento está mais nas mãos das mulheres do que qualquer outra decisão da vida a dois, né?

Justo, já que a decisão transforma a nossa vida bem antes do “positivo” no teste de gravidez. Acido fólico, peso ideal, cuidados na ingestão de comidas e até inocentes chás, passam a entrar em nosso check list pré-concepção. 

E depois de confirmada a existência do feijãozinho? Preocupação com a posição da placenta, presença de sacarina e fenilalanina em alimentos e bebidas (nunca mais ingeri algo que contenha adoçante depois da primeira gravidez), rotina de exercícios, rotina de sono, posição de dormir, isso sem falar naquelas que todos percebem...

Nascem, e por mais que eu queira explicar para quem não é mãe o que acontece, não consigo. Sabe uma coisa boa e horrível ao mesmo tempo? Tipo amor e ódio, satisfação e frustração, doce e amargo, claro e escuro, emprego novo e demissão pós-férias, tudo isso junto, no mesmo instante, e com a nítida sensação de ter levado um soco na boca do estômago e ter vontade de sorrir? Eu sei que não deu pra entender, porque só vivendo mesmo... É  um estado de alerta constante, um acordar para a vida, é inexplicável!


E, de repente, nos pegamos pensando o que fazíamos do nosso tempo antes deles. Vamos às lágrimas com suas pequenas conquistas. Somos capazes de coisas impensáveis para defendê-los. Nunca uma mulher vai viver algo tão intenso quanto a experiência de acompanhar o desabrochar de um ser humano!

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