sexta-feira, 2 de maio de 2014

Como a maternidade transforma

  
Vou falar uma coisa, DETESTO futebol! Cresci vendo meu pai assistir a jogos, jogar, torcer e vibrar e sempre pensei: “por que?”. Gastar espaço da cachola guardando escalação de time. Achar que alguém que é capaz de acertar algo com os pés é um ser com habilidades sobrenaturais. Isso tudo para mim sempre foi bizarro.

Hoje tenho ajudado a colecionar figurinhas com as “fachadas” dos jogadores de futebol que, diz a lenda, disputarão a Copa por aqui.

E roupa/sapato com estampa de super-herói? Why? Sempre me perguntei quem foi o responsável por consumir o item 0001 desta avalanche de figuras de outros mundos que adornam as vestimentas de nossas crianças. Até hoje saio de lugares com o Artur chorando por não concordar com o consumo de uma sandália do Homem Aranha, ou tênis do Relâmpago Macqueen.

Mas tive que ceder às camisetas com as caras dos monstrengos! Não teve jeito.

E o que dizer da vontade de passar horas na sessão infantil das livrarias? Ler resenhas de espetáculos teatrais indicados para menores de três anos? Conhecer todos os filmes infantis, incluindo nomes dos personagens, quiçá os diálogos? E as músicas? Já não se pegaram cantarolando algo completamente impensável num momento a sós com o maridão?

Me olho no espelho e digo: Socorro! O que aconteceu comigo?
Respondo para mim mesma: Queridinha, a você de antes já era, passou dessa para melhor! Reinvente-se.
Continuo o diálogo: Não pode ser, ela deve estar adormecida.
Viro-me: Já era. Conviva com isso!

Volto a ser uma só e dou boas gargalhadas. Como é bom mudar!


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