terça-feira, 13 de maio de 2014

O raciocínio reto dos homens


Papo despretensioso no caminho de volta da escola. Estas idas e vindas em tempos de trânsito caótico sempre rendem bons papos.

Artur: – Mãe, droga é coisa boa ou ruim?
Mãe: – Depende do contexto filho.
Artur: – Sem texto nenhum mãe, droga é coisa boa ou ruim?
Mãe: – Nada é totalmente bom ou totalmente mau. Às vezes em algo que parece muito ruim, se olharmos direitinho, acabamos achando uma coisa boa. (filosofando)
Artur: – Então, por que quando você viu que queimou as batatas você disse “que droga!”?
Mãe: – Por que eu não gostei, neste caso o contexto mostrava que era uma coisa ruim.
Artur: – E por que naquela farmácia está escrito Droga Raia? Eu não vou entrar num lugar que é uma droga!
Mãe: – Neste caso eles estão se referindo aos remédios que vendem, que são substâncias que previnem ou curam doenças.
Artur: – Então droga cura?
Mãe: – Às vezes mata!
Artur: – Como assim?
Mãe (desejando ter dado outro rumo à conversa): – Existem drogas lícitas e ilícitas, que são as drogas vendidas em farmácias e as do comércio clandestino. Como se fossem as drogas do bem e as drogas do mal. Mas, mesmo as drogas vendidas em farmácias, podem fazer mal se as pessoas usarem indiscriminadamente.
Artur: – Tá mãe, já entendi, droga é uma coisa ruim e a pessoa que resolveu escrever droga na loja foi muito burra!
Mãe (respira aliviada e agradece a Deus pelo modo simples com que os homens resolvem a vida): – Vamos ouvir música?

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