segunda-feira, 30 de junho de 2014

Bom dia segunda-feira!


Chicão, 14 meses, caiu da mesa de jantar no sábado às 8h da matina. Já foi examinado, radiografado, apalpado, acarinhado... Mas continua manhoso e querendo só a mamãe. E lá se vão 48 horas! Ele não gosta de colo, é intrépido e independente. Porém, desde a queda, está frágil e dengoso. E lá se vão 48 horas!

Não machucou seu corpinho pequeno e flexível. Mas machucou sua alma, angelical e delicada. E lá se vão 48 horas! Eu sabia que como mãe teria que remendar joelhos e testas, tratar dor de barriga e resfriado. Mas, ingênua eu, não me preparei para tratar insegurança, angústia e ansiedade. Costurar fissuras da alma, remendar autoestima rota, pregar botões de incerteza. E lá se vão 48 horas!

Toda a família ficou aflita, família de sangue e de coração. Chicão não é mais Chicão! Onde está nosso meninão? E ele continua lá, só não quer se mostrar, precisa se recuperar. E lá se vão 48 horas! O mundo segue a rodar, mamãe precisou voltar a trabalhar, há tarefas a desempenhar. Ele não quis acreditar, afinal é um bebê. Seu relógio ainda não é comercial, está mais para celestial. E lá se vão 48 horas!    

Tem também o Artur, que na sexta, após o horário comercial, quebrou seu aparelho odontológico. Hoje, como é segunda-feira, acordei a dentista antes de o sol raiar. Que bom que ela é um amor, e me atendeu com compreensão. O aparelho já ficou lá, mais tarde vamos buscar. Obrigada querida Dóris. E lá se vão 48 horas!

No meio disso tudo ainda coube almoço na casa da sogra no sábado. Sim, ela está recém-operada. Sim, eu achei uma loucura. Maridão bateu o pé que tínhamos que ir. Eu disse que preparava uma refeição e que deixava lá para que eles comessem em paz. Maridão bateu o pé que tínhamos que ir. Fomos.
Coube também uma festa de São João na escola nova do Artur no domingo. Que, lógico, se estendeu até a noite, porque tinha o teatro da Menina da Lanterna. E que graça tem lanterna se não estiver escuro? E tinha a fogueira de São João! E que força tem o fogo se não for noite?

E assim pode ser um final de semana em família, onde em 48 horas cabe um universo de acontecimentos. E pensar que antes de ter filhos eu achava que um jogo do Brasil no sábado era programação de sobra para um final de semana de baixas temperaturas!

E viva a vida viva!

2 comentários:

Mamãe Prática disse...

Paula, que super final de semana! Aqui em casa costuma ser mais calmo (só tenho uma menina de 2 anos), mas tempo só pra mim ou pra ver um filminho com o maridão é bem difícil ... Mas bora curtir nossos pequenos, porque quando a gente menos perceber eles já terão crescido. Beijos, Mari

Paula Bertoli disse...

Mari, estou tendo serenidade porque é a segunda vez, na primeira eu não via a hora de tudo isso acabar! Enfim, o tempo e a experiência acalmaram meu coração e domaram minha ansiedade. Sorte do Francisco que nasceu neste momento! Beijão e força na peruca aí!