quinta-feira, 26 de junho de 2014

Cuidando de quem importa


Oi queridos e queridas, eu sumi por uns dias para dar um suporte extra para a família. Minha sogra, que é mãe de 2 garotos, como eu, fez uma cirurgia no quadril. Sendo assim, assumi meu papel de nora/filha e fui a acompanhante dela no hospital desde sexta (20). Isso exigiu uma flexibilidade extra para dar um olá pra casa e pros meninos, continuar trabalhando e estar inteira em todos os lugares. Mas agora ela já está em casa e as coisas vão voltando aos seus lugares. Ufa!

Já tinha esquecido como não é legal ir para hospital. Acho que é memória seletiva. Além de ser um ambiente frio, tem uma tensão no ar que contagia. Deve ser das almas que sofrem ou sofreram nestes lugares. Antes de eu ir passar a primeira noite fora o Artur falou: “ - Mãe, deixa Deus cuidar da vovó, você não precisa ir lá sentir aquela coisa ruim.” Fiquei pensando como ele sabe que eu vou sentir uma coisa ruim lá. E acho deve ser uma mistura do que ele já ouviu os adultos comentando sobre hospitais com sensibilidade infantil, que é algo inexplicável.

Boa oportunidade para eu dizer para meu filho mais velho que o papai do céu cuida da nossa alma, mas quando precisamos de cuidados com o nosso corpo, ele não pode atuar com muita intensidade. E que é natural, numa família, que as pessoas cuidem umas das outras. E, além disso, quando chegar a hora, ele também vai entrar na dança! Aproveitei para relembrar e agradecer pela maneira como ele cuidou de mim quando passei pela última cirurgia. Afinal, sem poder me abaixar, ele lavava minhas pernas e secava, no banho. Eu nunca vou esquecer como, aos 4 anos e 11 meses, o Artur se preocupou com a minha dor e foi delicado comigo, enquanto acolhia amorosamente o irmão recém chegado a este mundo e deixava de ser filho único.


Tem felicidade maior do que fazer parte de uma família?

Um comentário:

Sonia Bertoli disse...

Que bom que vc voltou!
Senti sua falta...
bj.