quinta-feira, 5 de junho de 2014

Mãe de menino

Sempre estive rodeada de meninos. Os meus três irmãos são homens. Não tenho memória de ter tido grandes dificuldades com o universo masculino, de amigos a ex-namorados. Exceção seja feita a meu excelentíssimo pai, com esse as coisas nunca foram fáceis, mas já estão resolvidas dentro de mim. Por ter tido esta intimidade quase umbilical com os homens desde a mais tenra idade, sempre soube que seria mãe de meninos. Grávida, suspirei por laços e fitas, mas desde o "positivo" no exame de gravidez já sabia que seriam canelas roxas e cabelos suados. 

Eles são mais ou menos assim... 
Muita ação, são criaturas em eterno movimento.
Movem o corpo para comer, falar, estudar, brincar...
Qualquer objeto é alvo de escalada, saltos ou chutes.
Precisam extravasar energia e tem uma atração venal por lutas.
Não gostam de muito papo, apesar de que, quando empolgados podem falar bastante. Em geral são objetivos e precisos.
Os confrontos com eles são como fogo de palha. Muito inflamados, mas logo se apagam.
Não têm paciência para salão de beleza, floricultura ou loja de decoração. Melhor poupá-los disso.
Falam sem rodeios se a tua roupa está esquisita, se teu cabelo não ficou bom ou se te acham muito velha. E, se chegam a perceber uma dessas coisas, melhor dar atenção.
Não entendem o valor da maquiagem, nem porque as mulheres perdem tempo com isso.
Eles não têm meias-palavras, segundas-intenções, duplo-sentido. Falam o que querem dizer.
Têm uma ingenuidade que me surpreende e me encanta.
Podem ser carinhosos, sensíveis e participativos quando não são tolhidos.

É muito fácil amá-los e querê-los por perto!

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