quarta-feira, 16 de julho de 2014

Família ahhh, família!

Sou do tipo elemento familiar ativo, se é que me entendem...
Dou pitaco em tudo, falo o que eu acho que está certo e o que não está. Quando não gosto de alguém que os familiares trazem para o nosso convívio deixo bem claro. Quando discordo de alguma decisão tomada por outro integrante, não me faço de rogada, vou logo explicitando meu raciocínio antagônico.
Mas também sou capaz de amar, dar abrigo e abraçar sem fazer perguntas. Sinto na minha pele quando alguém, dos filhos aos avós, está passando por uma situação difícil. E haja pele! Desfaço-me da roupa que estou vestindo e do meu prato de comida sem pestanejar se necessário for. Acolho de coração aberto.
Sou intensa.
Já tive meus momentos de “cagadas colossais” e não quis ouvir ninguém. Claro, sabia que as pessoas que mais me querem bem no mundo, falariam direto ao meu coração. Minha vontade era cantar quando começavam as críticas pessoalmente, ou, desligar o telefone quando eram à distância.
Tenho este sangue “italiano” que pode tornar uma simples conversa sobre o cardápio do almoço uma discussão homérica! E quando saímos em grupo, uma compra de torneira para a lavanderia torna-se a atração da loja de material de construção (risos)! Somos curiosos. Talvez tentem nos enjaular.
Mas estas características e a dinâmica familiar estabelecida por cada um dos membros é que fazem de mim quem eu sou. Não sou Paula sem eles, todos eles! Não somos família se alguém estiver faltando. Perdemos nossa identidade, nossa força, nossa luz! Perdemos também nossos medos, nossa sombra, nosso respeito pelo desconhecido.
É incrível como eles podem irritar como ninguém. Mas também podem resolver tudo com um olhar, com um toque, com um “estou aqui”.
Tem um tio do maridão que diz: “família é bom, pena que dura muito”. Confesso que ainda não alcancei o significado desta mensagem.

Pra mim família é bom que dure muito, que me dê espaço, mas que esteja de prontidão!

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