segunda-feira, 18 de agosto de 2014

As crianças precisam ser guiadas




Eu e o Artur(6) observávamos as brincadeiras fofas do Francisco(1) que está cada vez mais hábil e engraçadinho. 

De repente o Artur fala: “mãe, o Francisco não vai se transformar numa pessoa do mal, né? Num bandido?”

Eu: “você acha possível que uma criança tão amada e tão cuidada se transforme numa pessoa do mal?”

Ele, sempre rápido: “não, ele poderia ser um adulto mau se tivesse uma mãe que deixasse comer chocolate antes do almoço, assistir Ninja Go toda hora, jogar videogame o dia inteiro, comprasse tudo o que ele quisesse...”

Eu, não sem espanto: “pois é, acho que ele não tem características de uma pessoa do mal, fica tranquilo.”

E o nosso papo me fez refletir sobre a importância dos limites. O Artur me disse claramente nesse diálogo que ele enxerga os limites como amor. Que ele protesta sim quando é vetado em algo que os pais consideram inapropriado para ele, mas que tudo bem por que isso fará dele e do irmão pessoas de bem. Achei incrível a maneira dele demonstrar isso, não com ele como protagonista da historia, mas com o Francisco.

Nunca impus limites para ser amada. Apenas acho que numa família os pais tem que orientar os passos dos filhos para que eles cresçam com saúde física e mental. Que saibam se comportar em situações de convívio social, que saibam que o local em que vivem precisa ser cuidado – isso vai do nosso próprio corpo (a pele que habitamos) ao universo. Enfim, sempre tive muito trabalho por que quem educa uma criança sabe que as ações são repetitivas e chatas. Este processo passa muito pela autoeducação. E em tudo há que se ter coerência por que senão não funciona mesmo.

Vivo me surpreendendo com a capacidade de estabelecer relações das nossas crianças.  Poder acompanhar de perto o desenvolvimento de um ser humano é realmente uma experiência incrível. Saber que aos 6 anos de idade o meu primogênito consegue perceber toda a minha chatice como amor foi muito gratificante. Obrigada meus filhos!

2 comentários:

Angela Knaesel disse...

Adorei seu cantinho Paula!
Mãe sofre por amar demais e intensamente não é?!
Mas é tão maravilhoso viver isto tudo! E o melhor, perceber que o balanço final é positivo!
Passarei sempre por aqui ;)
Beijos, Angela Knaesel.

Paula Bertoli disse...

Oi Angela! Obrigada pela visita. Então, nosso pano de fundo é sempre o coração transbordando de amor pelas crias, né? As vezes achamos que não vai dar certo, mas com amor e persistência, não é que funciona? Beijos e força por aí! Paula